segunda-feira, 1 de julho de 2013

O vôo


O vôo
                                       08 de Março de 2013

Como pássaros em cativeiro,
As palavras acumularam-se no castelo.
Como escravos em senzalas,
As palavras foram prezas no profundo calabouço.

-Que abram as portas!
-Que se abrem as portas!
Gritou o rei.

Um grito!

Ao ouvir uma conversa de amor
Há muito tempo trancada.
Era sua aquela voz.
Uma jovem paixão que se perdera no tempo.


O silêncio do castelo era quebrado
Muros se abatem, palavras tomam vôo.
Estilhaçam-se subindo aos poucos, em liberdade se vão.

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