O vôo
08 de Março de 2013
Como pássaros em cativeiro,
As palavras acumularam-se no
castelo.
Como escravos em senzalas,
As palavras foram prezas no
profundo calabouço.
-Que abram as portas!
-Que se abrem as portas!
Gritou o rei.
Um grito!
Ao ouvir uma conversa de
amor
Há muito tempo trancada.
Era sua aquela voz.
Uma jovem paixão que se
perdera no tempo.
O silêncio do castelo era
quebrado
Muros se abatem, palavras
tomam vôo.
Estilhaçam-se subindo aos
poucos, em liberdade se vão.
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